segunda-feira, 25 de julho de 2011

Na Casa da Colina

Você já pensou em morar em um castelo, daqueles com direito a belos jardins e até a passagem secreta entre certos cômodos? Foi desse tipo de sonho que surgiu a Casa Loma, localizada na região oeste de Toronto e considerada um das principais atrações turísticas da cidade.  


A Casa Loma – que significa “Casa da Colina” em espanhol – surgiu do sonho de Sir Henry  Pellatt, um milionário canadense de origem britânica do começo do século XX, de morar em um castelo. Em 1911, contratou o arquiteto E. J Lennox e começou a dar forma ao que viria a ser seu lar, inaugurado em 1914. A construção consumiu CAN 3,5 milhões (cerca de CAN 100 milhões em valores atuais), mas a fortuna de Pellatt não resistiu aos gastos para manter Casa Loma e à crise pós-Primeira Guerra Mundial que afetou seus negócios. Endividado, o milionário teve o castelo confiscado em 1924 pelo banco que financiava seus empréstimos.



Após sair das mãos de Pellatt, que morreu em 1939, Casa Loma passou por altos e baixos. Chegou a virar hotel de luxo e um famoso clube noturno de Toronto, mas experimentou momentos de abandono e degradação. Com impostos atrasados, o castelo foi confiscado pela Prefeitura de Toronto em 1933 e teve a demolição como destino cogitado. A salvação veio em 1936, quando o imóvel foi arrendado pela cidade de Toronto ao Kiwanis Club, que se comprometeu a transformá-lo em atração turística. Foi nessa condição que Casa Loma foi aberta ao público no ano seguinte, situação que persiste até hoje.
O castelo, que também funciona como museu, traz um pouco da Toronto da primeira metade do século passado – mobília, quadros, roupas de época, entre outros artigos históricos. Além das visitas guiadas, quem vai à Casa Loma pode pegar um aparelho parecido com um telefone celular, que contêm informações em áudio sobre todos os cantos do castelo.

Outra atração de Casa Loma é o extenso jardim, que fica aberto de maio a outubro. Fontes, lagos artificiais e uma bela vista do imóvel estão entre os encantos da área externa da propriedade. Do alto da torre é possível ter uma das mais belas vistas de Toronto.


Além de popular ponto turístico de Toronto, a Casa Loma também guarda outras curiosidades. Entre elas, foi cenário para vários filmes e séries de televisão, como o longa “X-Men”, e também foi temporariamente transformada em Hoghwarts para o lançamento do sétimo livro da série “Harry Potter”. Aliás, só de andar pelo castelo já é possível se sentir dentro de um filme – especialmente ao usar uma das passagens secretas que estão abertas ao público, entre a adega e o escritório de Pellatt –, apesar da grande movimentação de visitantes.
Veja aqui mais algumas fotos de Casa Loma. Crédito das imagens de Rodrigo Borges Delfim, este que vos escreve.

Site oficial de Casa Loma: http://www.casaloma.org/Main/MainDyn.asp

terça-feira, 12 de julho de 2011

Parques e mais parques

Eles estão entre prédios públicos da região central, dentro de áreas residenciais, na região portuária, ao longo de estradas e são ótimos locais para uma pausa na correria cotidiana. São os cerca de 1.400 parques de Toronto, dos mais variados tamanhos, que ocupam um total de 7.344 hectares – 11,62% da área da cidade. Eles representam uma outra face de Toronto, mais conhecida mundo afora por construções modernas como a CN Tower (leia post anterior) ou o Rogers Centre.



O High Park, o maior dentre eles, merece destaque. Criado em 1873, tem 161 hectares de área e recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano. A principal atração (gratuita) é o zoológico, com aves e animais de médio porte. Há também campos de futebol, rinque de patinação externo, jardins, trilhas para caminhadas e ciclismo.
As trilhas, aliás, são um show à parte para quem gosta de ter um contato mais estrito com a natureza, seja para andar a pé, de bicicleta ou dar um passeio com o cachorro. Com olhos e ouvidos atentos, é possível encontrar um punhado de esquilos pelas árvores ou se escondendo sob as folhagens no chão. Até mesmo coiotes já foram vistos no High Park. Uma placa dentro do parque explica o que o visitante deve fazer caso encontre o animal.



Caso o visitante não esteja com o fôlego em dia para percorrer todo o parque ou ainda se o tempo for escasso, a melhor opção é pegar o trenzinho sobre rodas. O passeio dura 25 minutos.

Mais fotos do local podem ser vistas neste link.

No site da Prefeitura de Toronto ainda pode ser encontrada uma lista com os nomes dos parques, incluindo endereço e telefone de cada um.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mais perto do céu

E como primeiro post para valer deste blog, nada melhor do que falar do símbolo máximo de Toronto e do mais conhecido ícone canadense do mundo, a CN Tower.

A torre foi concluída em 1976 - começou a ser erguida três anos antes - pela Canadian National (CN) com o intuito de demonstrar a força da indústria canadense e para melhorar o sistema de comunicação da cidade, afetado pela profusão de arranha-céus na região central. É a mais alta estrutura autônoma do hemisfério ocidental, com nada menos que 553,33 metros de altura, uma construção praticamente onipresente na cidade. A CN Tower é considerada também uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis.


A construção é cheia de atrações: a começar pelo elevador panorâmico, que dá a noção exata do quão distante do solo e mais perto do céu o visitante fica. No principal observatório da torre, que está a "apenas" 342 metros do chão, há um restaurante, o mais alto do mundo. Outro destaque é um chão de vidro que permite ao visitante ver a cidade bem abaixo dos próprios pés. Apesar de totalmente seguro, é difícil controlar a adrenalina e o frio na barriga de pisar ali - especialmente quando um ou outro engraçadinho resolve pular do seu lado...


Ao ir para o lado de fora da torre, devidamente cercado por grades, deixe o penteado de lado: o vento se encarrega de dar um novo visual ao visitante. Aos mais friorentos, levar uma blusa é uma boa dica.
Se os 342 metros de altura não forem suficientes, há ainda um observatório secundário, chamado de Sky Pod, a 447 metros.

Outro dado curioso é a escada da torre, com 1776 degraus, um desafio que poucos se atrevem a encarar. Projetada principalmente para casos de emergências, anualmente ela é utilizada duas vezes para "escaladas de caridade" – abertas a quaisquer pessoas que queiram participar e ajudar a comunidade. A média do tempo que uma pessoa leva para subir todos os degraus é de 30 minutos, sendo que o recorde é de 7 minutos e 52 segundos.

Outras fotos da CN Tower podem ser vistas aqui.

Visitar a cidade e deixar de conhecer essa maravilha da engenharia é como estar no Rio de Janeiro e deixar de apreciar o Cristo Redentor.

Crédito das fotos: Rodrigo Borges Delfim

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Apresentação

Toronto, maior cidade do Canadá, na qual são falados cerca de 120 idiomas diferentes, pessoas dos quatro cantos da Terra, praticamente uma Torre de Babel. Mas, ao contrário do exemplo visto na Bíblia, aqui seus habitantes conseguem se enteder muito bem, na maioria das vezes.

Um lugar assim é potencialmente rico em histórias, aspectos pitorescos, fatos inusitados, etc. Este é o motivo pelo qual eu resolvi criar um blog sobre a cidade na qual passei (ainda estou nela, por algumas semanas) um momento importante da minha vida. Serão abordados desde pontos conhecidos da metrópole, como a famosa CN Tower, passando por alguns das centenas de parques e prédios que combinam o antigo e o moderno, além de "causos" de gente que escolheu essa Babel para fazer a vida.



Eventualmente podem aparecer aqui neste blog posts sobre outras cidades canadenses pelas quais passei, mas o foco será realmente Toronto e as impressões que tive deste lugar no período em que vivi seu cotidiano.

E você, leitor, está mais do que convidado a embarcar nesta viagem - e o melhor, sem pagar nada por ela!